Menopausa - O "terror" feminino

É uma palavra grega, que significa a ausência de menstruação por mais de um ano. Ortodoxamente, a menopausa é tratada como uma doença, mas não é, ela é apenas um fase da vida da mulher que as suas taxas hormonais vão naturalmente diminuindo  e ocasionado vários sinais e sintomas que enumeramos abaixo:

  • Alterações na qualidade do sono.
  • Sensações de  “ondas de calor “.
  • Flacidez da pele e da mama.
  • Alterações no humor.
  • Dores e /ou desconforto no ato sexual e /ou queda da libido.
  • Fadiga em geral.
  • Incontinência urinária.
  • Alterações na pele.

 

Como os hormônios funcionam

O nosso cérebro mantém o controle constante dos nossos níveis hormonais sanguíneos. Se for necessário produzir mais, ele manda um comando para o órgão responsável para que secrete determinado hormônio. Nas mulheres, esse comando vai para os ovários, onde são produzidos os hormônios estrógeno e progesterona. O estrógeno, na verdade, não é um único hormônio, esse é o nome dado a um grupo de hormônios que controlam vários aspectos do organismo da mulher, como veremos adiante.

Todo mês, durante o período reprodutivo da vida da mulher, têm início o que chamamos de ciclo menstrual. No início desse ciclo, os ovários começam a secretar estrógeno, o que faz com que a parede de útero engrosse preparando-se para uma possível gravidez. Após cerca de duas semanas, ocorre a ovulação. Esse óvulo segue em direção ao útero. O espaço no ovário que era antes ocupado pelo óvulo começa a produzir progesterona, outro hormônio feminino. Esse começa a “ fazer planos para a gravidez “, enriquecendo a parede uterino de vasos. Se a gestação ocorrer, o óvulo fecundado continua a produzir progesterona, o que sustenta a gravidez. Se o óvulo não for fecundado, o ovário pára de produzir progesterona, e a parede do útero descama e sangra, desenvolvendo a menstruação.

O Estrógeno, principal hormônio feminino, é a saúde da mulher, e a sua queda gera uma série de modificações no seu corpo, á saber:

Cérebro 
Estimula a libido ( desejo sexual ). É neuroprotetor e neurotransmissor, então está diretamente relacionado com a memória, humor, sono.  Muitas mulheres nessa fase procuram seus médicos, que muitas vezes prescrevem alguma medicação que modula o seu humor ( os famosos “ antidepressivos “ ), e o que na realidade o que elas precisam é de uma modulação hormonal. Estatisticamente, 21 % das mulheres entram em depressão grave e 8 % em casos de depressões leves, quando no momento da menopausa.

Coração
Regula a produção do colesterol e previne as placas das artérias do coração. Melhora a contração do coração e nos grandes vasos do nosso corpo.

Ovário
Estimula a sua maturação.

Vagina 
Libera a secreção durante o ciclo menstrual e facilita a sua lubrificação em diversas ocasiões.

Mamas
Estimula o seu crescimento na puberdade e a produção do leite, na gestação.

Útero
Estimula o crescimento do seu tecido chamado endométrio.

Ossos - 
Auxilia na fisiologia óssea – a sua falta ou ausência pode causar a famosa osteopenia e/ou osteoporose, nos casos mais severos, levando a fraturas espontâneas. Esse risco se soma se a mulher é sedentária, fumante e consome muita bebida á base de cola, pois o  fósforo compete com o mesmo sítio de ação que o cálcio nos ossos.

Metabolismo glicídico 
Ele protege contra o aumento dos níveis de insulina e de glicose, evitando o aparecimento do diabetes melitus.

Aparelho genito urinário 
Promove o ressecamento, a perda de colágeno da genitália externa feminina e um corrimento “ mau  cheiroso “. A mudança do pH vaginal predispõe a infecções urinárias de repetição.

Pele 
Diminue as fibras de colágeno, diminue a sua elasticidade e espessura, diminue a fluxo sanguíneo local – todas essas alterações conjuntas dão  o aspecto de maior envelhecimento na aparência física e maior ressecamento geral. Normalmente, 30 % do colágeno da pele é perdido nos primeiros cinco anos após a menopausa, e essa perda continua numa proporção de 2,1 % ao ano pós menopausa.

Podemos observar, portanto, que o cuidado nessa modulação têm um imenso valor preventivo, quando usados precocemente na pós menopausa. A forma como essa reposição deve acontecer, têm que ser exaustivamente discutida com você e o seu médico de confiança, pois existem várias formas de ser feita: sob á base de hormônios sintéticos ( bioidênticos ou não ) ou os  naturais. Avaliar os efeitos benéficos ou  não  devem fazer parte do teor dessa discussão, porém  o que não podemos permitir é que a qualidade de vida de uma mulher “ despenque “ vertiginosamente, sem tomar nenhuma atitude, aja visto que os seus maridos ou companheiros não têm essa mesma queda, e então, muitos relacionamentos entram em crise nessa fase da vida, trazendo mais infelicidade para essa mulher !  

 

Objetivos da reposição ( ou melhor definindo modulação ) hormonal feminina:

  • Melhorar o humor, combater depressão e ansiedade.
  • Protege o sistema cardiovascular.
  • Melhora a qualidade do sono.
  • Manter o biótipo e peso feminino.
  • Manter a integridade óssea.
  • Melhora a disposição para a vida.
  • Melhora a memória.
  • Protege contra as doenças cardiovasculares
  • Manter o trofismo e funções genito-urinárias.

 

Controle nos hábitos alimentares

Um dos fatores que mais influencia os níveis de estrógeno no organismo da mulher é a alimentação. Mulheres que adotam dietas tipicamente ocidentais têm níveis hormonais muito elevados durante os anos reprodutivos e, consequentemente, uma grande queda destes níveis na menopausa. Como resultado, os sintomas da menopausa tornam-se mais intensos do que naquelas mulheres que adotaram alimentos baseados em produtos de origem vegetal. O risco de desenvolver câncer de mama e outros cânceres relacionados a hormônios também é aumentados para mulheres que adotam hábitos alimentares baseados em produtos de origem animal.

Um exemplo que ilustra bem o impacto que a dieta têm sobre os níveis  hormonais é a evolução da idade da menarca ( primeira menstruação ) ao longo da história. Hoje em dia, nos países ocidentais, a menarca ocorre, em média, aos 12,5 anos. Dados da Organização Mundial de saúde mostram que em 1850 a menarca ocorria aos 17 anos. Nesse tempo, as dietas eram compostas por uma maior porção de produtos vegetais e uma menor porção de produtos animais. 

Reduzir o número de gorduras ajuda a regularizar os níveis hormonais. Uma mudança alimentar de 40 % de gorduras ( média de um dieta ocidental ) para 20 %, reduz os níveis de estrógenos em cerca de 17 %, de acordo com o National Cancer Institute.

Além disto, as fibras também têm um papel importante na regulação hormonal. As fibras só podem encontradas em produtos de origem vegetal. Elas não só estão apenas no cereal matinal, elas são aquela parte de qualquer produto vegetal que resiste á digestão, seja este um arroz integral, um alface, ou um feijão. Nenhum produto animal contém um grama sequer de fibra.

Uma dieta vegetariana tem efeitos ainda mais surpreendentes. Ela aumenta a quantidade das proteínas carreadoras dos hormônios sexuais no sangue. Estas proteínas agem “ segurando os hormônios até que estes sejam necessários. Alguns alimentos têm efeitos especiais: a soja e seus produtos, tais como o tofú ( queijo da soja ) e a semente de linhaça contém fitoestrógenos, que são estrógenos vegetais muito fracos.

Com todas essa evidências, não é de se surpreender que os vegetarianos tenham níveis mais baixos de hormônios em comparação áqueles que consomem carnes, laticínios e ovos. Isto não significa que eles sejam deficientes, eles apenas estão em melhor equilíbrio, evitando assim os desconfortos causados pela menstruação e menopausa. 

A atividade física se torna necessária, pois além de tornar os sintomas também mais suaves pela produção de endorfina dada pelo exercício, as mulheres nessa condição tendem a ter um alentecimento metabólico, e com isso, ter a tendência de aumentar o seu peso. Abster-se de hábitos como o fumo e o álcool e aprender a controlar situações de estresse também são medidas á serem tomadas !   

 

Dicas:

 

  • Substitua o feijão pela soja cozida.
  • Inclua na salada a soja  cozida fria.
  • Sunstitua sucos de fruta á base de leite de soja.
  • Faça um molho de salada misturando o molho de soja (shoyo) e azeite. Esse molho já é bastante salgado, não necessitando de sal.
  • Substitua a carne bovina pela proteína texturizada de soja. Em preparações como estrogonofe, quibe e tortas, fica excelente.
  • Substitua salsichas e hambúrgueres de carne pelas opções de soja.
  • Utilize a farinha de soja no lugar da farinha de trigo em preparações como tortas doces e salgadas.
  • Na hora de consumir petiscos, experimente substituir as oleaginosas (amnedoim, castanhas, nozes) pela soja torrada sem sal.